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Câncer de ossos: existe sim a chance de cura

Conhecido há séculos e com tratamento, antigamente, restrito a amputações, o tumor ósseo, até a metade do século XX, era tão pouco avaliado, assim como a oncologia ortopédica, que não passava de um embrião de tudo que é conhecido nos dias de hoje. Após duas décadas, em torno dos anos de 1970, novas modalidades de doença foram descritas, segundo o site tumor ósseo.com, do professor doutor Márcio Moura. E é nesta nova direção que caminha o médico Jairo Andrade Lima, professor de Ortopedia, da Universidade Federal de Pernambuco, Mestre em Cirurgia, pela mesma universidade, e Doutor em Ortopedia pela Unifesf – Universidade Federal de São Paulo. Em 1982, ele se especializou em ortopedia pediátrica e, quatro anos depois, em oncologia ortopédica, pela USP – Universidade São Paulo.

Segundo ele, o sintoma da doença, bem característico, é o de uma dor que não passa, em crianças e adolescentes, na proximidade dos joelhos. Em idosos, a dor aparece na coluna, cintura, escapular (omoplatas e clavículas) e bacia. “Longe de ser uma doença hereditária, o câncer de osso é uma ocorrência na vida da pessoa, que já nasce sem esta defesa no organismo. E o local mais comum, no corpo humano, é próximo ao joelho. Acredita-se que esta incidência maior acontece por ser a maior articulação do corpo humano, e com uma baixa circulação sanguínea”, diz o médico Jairo Andrade Lima.

Sobre as chances de cura, ele é claro em mostrar que, como em todo tumor, há os benignos e os malignos. “Quanto aos primeiros, todos têm cura. Os malignos, com tratamento de quimioterapia e cirurgia, têm cura em 70% dos casos. Hoje em dia, eventualmente fazemos uma amputação, bem diferente do tratamento feito antigamente”, compara. Como em qualquer tipo de câncer, o de tumor ósseo tem maior chance de cura quando o diagnóstico é precoce. “Quanto mais cedo, maior é a chance de vida. E o tratamento é praticamente o mesmo de outros cânceres: realiza-se a biópsia, é feita a quimioterapia, depois a cirurgia, depois mais quimioterapia. Para o tumor ósseo, especificamente, são cinco ciclos pré-operatórios (um por mês), cirurgia, e mais sete ciclos (também de um por mês). O tratamento leva um ano para ser feito.”

Este tratamento pode parecer longo, mas o resultado é dos melhores, com sobrevida média por cinco anos. Há, ainda, 50% de chances para uma sobrevida de 10 anos. E depois de 10 anos de sobrevida, raramente a doença retorna. “São estas as normas para o tratamento do Osteosarcoma e para o Tumor de Ewing, que são tumores da infância e adolescência e que incidem perto do joelho. No paciente adulto, o tumor mais freqüente é o Mieloma Múltiplo, que abrange vários ossos, como coluna, bacia e crânio. Para este, não há indicação de cirurgia. Só se o osso estiver fraco e quebrar. O tratamento é só através da quimioterapia.”


Fonte: site tumor ósseo.com