Vigilância ativa: método menos invasivo para pacientes com câncer de próstata é tema de reunião da Urologia HCP - HCP - Hospital de Câncer de Pernambuco

Vigilância ativa: método menos invasivo para pacientes com câncer de próstata é tema de reunião da Urologia HCP

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Realizadas de forma online, as reuniões clínicas da Urologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) têm apresentado grandes resultados. A cada semana, os profissionais se reúnem para discutir o que há de mais atual na urologia, com objetivo de fortalecer a qualidade técnica e assistencial da instituição. Na última quinta-feira (7), mais de 100 especialistas de vários países participaram de uma aula sobre vigilância ativa no câncer de próstata, ministrada pelo renomado urologista canadense Laurence Klotz, criador da técnica e professor da Universidade de Toronto.  

Na ocasião, foram debatidas as perspectivas e novidades do método, que consiste em oferecer um tratamento menos invasivo para pacientes com câncer de próstata de baixo risco, tumor não agressivo e que não costuma causar metástase, caracterizado pelo PSA baixo. “Na vigilância ativa, o paciente diagnosticado com câncer de próstata de baixo risco é acompanhado por um urologista de 3 em 3 meses, que, através do PSA, do toque retal e de métodos de imagem, faz a vigilância do tumor”, explica o urologista do HCP, dr. Luiz Henrique. “O maior benefício trazido pelo método é evitar ou postergar o uso de procedimentos oncológicos ativos, como cirurgia de retirada da próstata ou radioterapia, os quais, muitas vezes, causam disfunção erétil e incontinência urinária”, afirma. Em outras palavras: por ser um tumor não agressivo, no lugar de ser submetido a formas convencionais de tratamento oncológico, o paciente passa a ser acompanhado por um urologista sem que isso cause grandes impactos em sua qualidade de vida.

Os estudos realizados pelo professor Laurence Klotz apontam para a eficácia do método: em 15 anos, 99% de pacientes acompanhados por vigilância ativa estavam vivos. O método é seguro até mesmo para pacientes cujo tumor apresente progressão em algum momento: “Como o paciente está sendo vigiado, caso haja progressão do tumor da próstata de baixo risco, o médico irá avaliar a melhor conduta para esse paciente”, explica dr. Luiz Henrique, que lembra importância da aceitação e compromisso por parte do paciente para um bom resultado. 

A vigilância ativa já faz parte dos protocolos do HCP. Além de capacitar e atualizar a equipe de urologia, a reunião clínica trouxe ainda mais visibilidade para o serviço de referência prestado na instituição. “A reunião foi um grande marco para o HCP. Com eventos como esse, o departamento de Urologia do HCP tem alcançado grande reconhecimento. Além disso, estamos sempre em atualização para proporcionar o melhor para nossos pacientes”, disse o médico.

 

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