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UPAE do Arruda realiza evento de conscientização sobre o Diabetes

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O próximo dia 14 (quarta-feira) marca o Dia Mundial do Diabetes, uma campanha global de conscientização sobre a prevenção da doença e cuidados com os pacientes. Para marcar a data, a UPAE do Arruda (Deputado Antônio Luiz Filho) organizou uma programação especial, voltada para o conhecimento do diabetes (prevenção, tratamentos, sinais e sintomas). “Nossos especialistas vão dar orientações para usuários, acompanhantes e funcionários”, ressalta a coordenadora geral do UPAE, Adriana Bezerra. 

No ambulatório de endocrinologia, a unidade realiza 420 atendimentos por mês. Destes, cerca de 60% têm diabetes. A programação contará com as seguintes especialidades: endocrinologia, nutrição, enfermagem e, ainda, realização de HGT (medida da glicemia), orientações medicamentosas e de administração de insulina. 

Diabetes - Endocrinologista da UPAE do Arruda, Taciana Cavalcanti, fala sobre o diabetes, doença que se caracteriza pela deficiência de produção e/ou ação da insulina. “A diabetes é dividida em dois tipos: 1 e 2, sendo que a do tipo 1, acomete mais crianças e adolescentes e está muito relacionada com a falta de insulina. Já o tipo 2 está mais ligada aos maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação desregulada, tabagismo e outros”, esclarece. 

Para quem tem histórico familiar, a avaliação da glicose deve ser feita, ao menos uma vez ao ano, a partir dos 25 anos. Para as outras pessoas, o ideal é fazer um check up anual, a partir dos 40 anos de idade. “Com relação às mulheres, em geral, os exames são solicitados pelo ginecologista, nas consultas regulares. Já os homens têm mais resistência para procurar um médico, daí a importância dessas campanhas de conscientização”.

A endocrinologista ressalta ainda a importância de manter bons hábitos como: alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, não fumar, beber moderadamente. Durante o evento, Taciana falará ainda sobre sinais e sintomas do diabetes. “Trata-se de uma doença com múltiplas consequências. O diabetes é a principal causa de amputação não traumática. Pode trazer também complicações cardiovasculares (infarto, derrame), acometimento dos rins, entre outros problemas sérios. Por isso, precisamos investir na prevenção, mas também no tratamento de quem já tem a doença”, afirma.  

Programação

8h15 – Orientações nutricionais com a nutricionista, Silene Veras. 

8h30 – Sala de Espera com a médica endocrinologista, Taciana Borges Cavalcanti.

8h30 – Orientações de cuidado com a pele do diabético. Palestra da enfermeira estomaterapeuta, Graciely Castro. 

A partir das 9h30 – Realização de HGT (teste de glicemia), com a equipe de Enfermagem. 

13h30 – Sala de Espera com a médica endocrinologista, Patrícia Mesquita. 

13h45 – Orientações medicamentosas e de administração de insulina.

HMR realiza com sucesso campanha do Outubro Rosa

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O Hospital da Mulher do Recife (HMR) encerrou, na última sexta-feira (26), a campanha do Outubro Rosa da unidade. O mês é dedicado à prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Foram ao todo seis dias de ações, sendo a principal delas, a realização de mamografia por livre demanda. No total, 310 mulheres, com cartão SUS do Recife e idade entre 50 e 69 anos, fizeram o exame. O hospital também disponibilizou ações educativas e de bem estar. A coordenação da campanha foi da diretora geral do HMR, Isabela Coutinho.

Além das mulheres que fizeram o exame, outras 350 farão a mamografia, posteriormente. Elas já estão com agendamento marcado. “Estamos gratos a todos que colaboraram com o êxito do evento, tanto os funcionários como os voluntários”, destacou Isabela Coutinho. O hospital realizou a campanha sem interromper as atividades regulares da unidade. Desde que foi inaugurado, em maio de 2016, o Hospital da Mulher já realizou 7.829 mamografias.

 Ainda como parte do Outubro Rosa, o Hospital organizou palestras sobre: “Os direitos da mulher com câncer”, “O papel da amamentação na proteção ao câncer de mama”, “Alimentação saudável na prevenção do câncer”, além de atividades físicas (parceria com a Academia da Cidade) e depoimento de mulheres que sobreviveram ao câncer. Foram distribuídos brindes alusivos à campanha (canetas, broches, chocolates e bombons) e também disponibilizados, gratuitamente, massagem, corte de cabelo, automaquiagem, limpeza de pele e design de sobrancelhas. Ao todo, 445 mulheres participaram dessas atividades, entre pacientes, acompanhantes e usuárias. E, durante todo o mês, o hospital esteve iluminado e decorado com a cor rosa.

Unidade da Prefeitura do Recife, o Hospital da Mulher está sob administração do HCP Gestão, organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco.

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Inscrições abertas para Programas de Residência do HCP

 

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Estão abertas as inscrições para os programas de Residência Médica, Multiprofissional e Uniprofissional do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Ao todo, estão sendo disponibilizadas 10 vagas para médicos e 12 vagas para profissionais de outras áreas da saúde. A seleção será realizada em duas fases: prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório; e análise curricular, de caráter classificatório. As inscrições, que seguem até o dia 18 de novembro, deverão ser feitas exclusivamente pelo site upenet.com.br.

Os profissionais interessados na Residência Médica poderão concorrer para as seguintes especialidades: Anestesiologia (uma vaga), Patologia (uma vaga), Cancerologia Clínica (duas vagas), Cancerologia Cirúrgica (duas vagas), Mastologia (duas vagas) e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (duas vagas). As inscrições custam R$ 490. Os pré-requisitos e a duração de cada programa podem ser consultados no edital do concurso.

Já para a Residência Uniprofissional, estão sendo oferecidas oportunidades nas áreas de Enfermagem em Cancerologia (duas vagas) e de Odontologia Hospitalar com Enfoquem em Oncologia (duas vagas). Em relação à Residência Multiprofissional, as vagas são para as especialidades de Enfermagem (duas vagas), Fisioterapia (uma vaga), Nutrição (uma vaga), Farmácia (uma vaga), Psicologia (uma vaga), Fonoaudiologia (uma vaga) e Serviço Social (uma vaga). Em ambos os casos, os programas têm duração de dois anos em regime de dedicação exclusiva. As inscrições custam R$ 290. As demais informações podem ser encontradas no edital do certame.

As provas escritas para todos os programas estão marcadas para o dia 9 de dezembro e o resultado final será disponibilizado no dia 23 de janeiro do próximo ano. O início das atividades deverá ocorrer no dia 1º de março. Todo o processo seletivo será organizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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Pesquisa realizada por ex-residente de Fonoaudiologia do HCP é premiada em congresso

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Um estudo elaborado pela ex-residente do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Sara Ferreira, revelou que 54% das pacientes submetidas à cirurgia de retirada da tireoide na instituição apresentaram queixas vocais após a realização do procedimento, mesmo nas situações em que o nervo laríngeo recorrente, responsável pela inervação de muitas estruturas da região, foi preservado. A pesquisa, elaborada para o Trabalho de Conclusão de Residência (TCR) da fonoaudióloga, foi premiada com a 3ª colocação no 10º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia Hospitalar, realizado no último mês de agosto, em Belo Horizonte. 

A pesquisa foi realizada após a fonoaudióloga perceber que muitos pacientes apresentavam queixas vocais depois da realização da tireoidectomia total, nome dado à cirurgia de remoção da glândula tireoide e que é uma das formas de tratamento mais adotadas para o câncer na região. Embora não seja muito frequente, um dos riscos dessa cirurgia é a lesão do nervo laríngeo recorrente, que responde pela inervação de todos os músculos da laringe – inclusive das cordas vocais, estruturas responsáveis pela produção da voz. É por isso que alterações na qualidade e, em casos mais graves, a perda total da voz, costumam ser sinais clínicos dessa lesão.

A questão é que, no caso dos pacientes do HCP, as queixas vocais surgiram mesmo nos casos em que o nervo laríngeo recorrente não foi lesionado, o que despertou a curiosidade da especialista. As alterações eram, em parte dos casos, percebidas pelas próprias pacientes, tanto durante o pós-operatório mediato quanto em momentos posteriores. “Nós fomos buscar na literatura e percebemos que essas alterações já haviam sido relatadas, por diversos outros fatores, como edemas, entubação, cicatrização. A partir de então, resolvemos realizar a pesquisa aqui no HCP”, explica Sara.

O estudo foi realizado com 24 pacientes da instituição com indicação da realização da tireoidectomia total e que foram submetidas à cirurgia entre os meses de outubro e novembro de 2017. A pesquisa consistiu na avaliação fonoaudiológica pré-cirúrgica, no período de internamento prévio à cirurgia, e após o procedimento, no mesmo dia da consulta de revisão médica.

Apesar de nenhuma dessas pacientes ter sofrido lesão no nervo laríngeo recorrente, conforme o registro nos prontuários, a pesquisa revelou que mais da metade delas apresentaram queixas vocais, caracterizando a voz como rouca e com a frequência mais grave, como se estivesse masculinizada, e com baixa intensidade. “Nós percebemos que essas queixas foram importantes porque afetavam a qualidade de vida das pacientes. Comprovamos, assim, que elas precisavam da atuação fonoaudiológica, tanto antes quanto depois da cirurgia, para podermos, no caso de queixa, realizarmos a fonoterapia, quando necessário”, esclarece Sara.

Os resultados da pesquisa impactaram, também, no próprio fluxo de atendimento do Serviço de Fonoaudiologia do HCP, de acordo com a fonoaudióloga Roberta Borba, orientadora do TCR e coordenadora do setor. “O direcionamento para o nosso serviço pelos cirurgiões era mais constante nos casos em que havia a lesão do nervo. Agora, há uma nova demanda fixa para nós, temos um olhar diferenciado para esses pacientes e podemos intervir de forma mais específica já no pré-operatório”, comenta.

O Trabalho de Conclusão de Residência foi apresentado em fevereiro deste ano e, em agosto, foi selecionado para apresentação em formato de pôster no 10º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia Hospitalar. O estudo, avaliado por duas fonoaudiólogas, conquistou o 3º lugar entre os mais de 40 trabalhos apresentados. “Me sinto reconhecida e fico feliz com esse reconhecimento”, acrescenta Sara.

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Outubro Rosa no Hospital da Mulher tem mamografia por livre demanda e ações educativas

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A abertura das atividades do Outubro Rosa, no Hospital da Mulher do Recife, no Curado, aconteceu, na última quarta-feira (03). Foram realizadas diversas atividades e serviços, em alusão ao mês internacional de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Ao longo do dia, foram feitos 60 exames de mamografia, com mulheres que não precisaram de agendamento prévio. Ou seja, que foram ao hospital por livre demanda. Na unidade, elas também assistiram a palestras educativas e participaram de ações de auto estima. 

As palestras aconteceram nas salas de espera da recepção, ambulatório, centro de imagem e regulação do hospital. Entre os temas, alimentação saudável, atividade física e amamentação, todos ligados à prevenção do câncer de mama. Um dos momentos mais emotivos do dia foi a palestra/depoimento de uma ex-paciente de câncer de mama, dona Maria Belo, que recebeu o diagnóstico no Hospital da Mulher, se tratou da doença no Hospital de Câncer de Pernambuco e hoje está curada. 

O dia contou também com sorteio de brindes e distribuição de lanches para as participantes da campanha, além de serviços como limpeza de pele e maquiagem. As ações do Outubro Rosa, no HMR, serão retomadas na semana de 22 (segunda-feira) a 26 (sexta-feira) de outubro. A programação será praticamente a mesma da abertura, sendo que serão 50 mamografias por dia, somando 310 ao todo. Para participar, a mulher precisa ter cartão SUS com residência no Recife e idade entre 50 e 69 anos, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. 

Unidade da Prefeitura do Recife, o Hospital da Mulher está sob administração do HCP Gestão (organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco).

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Outubro Rosa: diagnóstico precoce é fundamental para tratamento do câncer de mama

 

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O diagnóstico precoce é a chave para o êxito do tratamento do câncer. Isso porque, quando a descoberta da doença é feita ainda no início, as chances de cura podem chegar a 95%. Em apoio ao Outubro Rosa, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lança a campanha “Previna para viver, cuide para vencer!”, com o objetivo de chamar a atenção das mulheres para a importância da mamografia e do autoexame para o diagnóstico precoce da doença, bem como para a adoção de hábitos de vida saudáveis para a sua prevenção. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença deverá atingir cerca de 60 mil mulheres apenas este ano. 

De acordo com a mastologista e coordenadora do Serviço de Mama do HCP, dra. Cláudia Pereira, o ideal é que os tumores sejam diagnosticados ainda no início. Por isso, é importante que os exames de imagem – a mamografia, para mulheres com mais de 40 anos, e a ultrassonografia, para as mais jovens, quando houver recomendação médica – sejam realizados anualmente, dentro do prazo correto. “A medida que o tumor aumenta de tamanho, cresce também o risco da metástase, diminuindo a chance de cura”, explica a médica.

Embora, atualmente, ainda não exista cura para o câncer de mama metastático, a doença pode ser controlada por meio da quimioterapia paliativa. “Hoje em dia, é possível que essa paciente viva muitos anos e com muita qualidade de vida. Então, mesmo os tumores mais avançados têm tratamento, ainda que não seja curativo”, esclarece.

“Também é importante que as mulheres tenham o hábito de fazer o autoexame e, em caso de qualquer alteração na mama, é preciso procurar imediatamente um especialista”, declara a médica. Nódulos, áreas endurecidas, secreção pelo mamilo e aumento no volume da mama são alguns dos sinais e sintomas que podem ser percebidos pela mulher. “Teoricamente, o acompanhamento médico só acontece uma vez por ano, então é importante que a mulher tenha esse cuidado com o corpo”, acrescenta.

PREVENÇÃO

No que diz respeito à prevenção, outros hábitos simples podem ajudar a evitar o câncer de mama: manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, controlar o peso, evitar o estresse, o tabagismo e o consumo exagerado de álcool. A obesidade, aliás, é um fator de risco importante para o surgimento da doença. “Quando mais depósito de gordura a mulher tem, mais estrogênio irá circular pelo corpo e a mama será mais estimulada. O risco do câncer é bem maior”, alerta a especialista.

 

Primeira tese de Doutorado do HCP discute novo protocolo para tratamento de câncer de ovário

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Instituição referência na assistência oncológica do Estado, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) deu mais um passo na consolidação das suas atividades de Ensino e Pesquisa. No último dia 13 de agosto, o médico dr. Thales Batista, cirurgião de pelve, defendeu a primeira tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia da instituição, realizado em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center. Em seu projeto, o médico elaborou um novo protocolo de tratamento para o câncer de ovário, doença de difícil diagnóstico e baixa chance de cura, com a proposta de diminuir as complicações pós-cirúrgicas e de aumentar a sobrevivência livre de progressão dos pacientes, ou seja, o tempo que o paciente permanecerá sem novos sinais do câncer. A defesa da tese aconteceu no A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de ovário deverá atingir, somente este ano, mais de seis mil mulheres em todo o País. De modo geral, o diagnóstico da doença é feito tardiamente, quando o tumor já está em processo de metástase. Isso acontece porque não existe uma forma eficaz de rastrear a doença, que também não costuma apresentar sintomas e nem consegue ser visualizada em exames de imagem em sua fase inicial. Nesse tipo específico de câncer, a disseminação ocorre principalmente para o peritônio, membrana que recobre as paredes do abdômen e a superfície dos órgãos abdominais. 

De acordo com dr. Thales Batista, cirurgião responsável pela pesquisa, o método mais utilizado atualmente para o tratamento da doença, que é mais comum em mulheres com idade entre 50 e 60 anos, consiste na realização da cirurgia citorredutora ou na combinação desta com sessões prévias e/ou posteriores de quimioterapia. “Na cirurgia citorredutora, nós tentamos retirar todos os focos tumorais do abdômen, e isso pode adquirir uma proporção gigantesca, se percebermos que existem outros órgãos acometidos, como o estômago e o reto”, explica.

Como uma das características do câncer de ovário é a metástase para o peritônio, os pesquisadores, agora, estão buscando novas formas de tratamento que atuem especificamente nessa membrana, uma vez que é nela que ocorre, também, a maior parte das recidivas, quando há o retorno do câncer. “A primeira maneira de fazer isso é através da colocação de um cateter dentro da cavidade abdominal, por onde é realizada a introdução da quimioterapia. O problema é que esse procedimento gerou alguns inconvenientes e, por isso, acabou não sendo adotado na prática clínica”, detalha.

A segunda opção, mais recente, é a realização de uma sessão de quimioterapia durante a própria cirurgia citorredutora. “Essa dose da quimioterapia, que é mais alta, vai dentro do peritônio e em uma temperatura aquecida. A hipertermia atua tanto matando as células pelo próprio efeito do calor quanto potencializando a ação de alguns quimioterápicos que são inseridos no abdômen”, detalha o médico. Como a droga é inserida dentro da própria cavidade, os efeitos colaterais sistêmicos também acabam sendo menores do que quando a infusão é feita pela via venosa. Esse procedimento é chamado de Quimioterapia Intraperitonial Hipertérmica – ou, na sigla em inglês, HIPEC.

A PESQUISA

Embora já venha sendo utilizada para o tratamento de alguns tipos de câncer que se desenvolvem no peritônio, apenas nos últimos anos a HIPEC começou a ser usada para o tratamento do câncer de ovário metastático. A infusão quimioterápica é feita com o auxílio de um equipamento chamado Perfomer HT, fabricado pela empresa italiana Rand, que aquece a solução e a mantém em circulação. 

No caso da pesquisa de dr. Thales Batista, a máquina foi adquirida em 2014 por meio de um fomento obtido através de um edital do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), resultado de uma parceria com o Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado, Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O equipamento foi instalado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), onde foram feitas todas as cirurgias necessárias para o estudo. 

Atualmente, o protocolo a ser seguido para o tratamento com HIPEC em caso de câncer de ovário metastático indica a infusão quimioterápica por um intervalo de tempo que dura de 60 a 90 minutos. Em sua tese, a proposta do dr. Thales era verificar se a redução desse tempo poderia ser benéfica para a paciente. “No nosso estudo, estamos pressupondo que reduzir o tempo de infusão para 30 minutos e aumentar a dose da quimioterapia pode ter um resultado tão bom quanto o protocolo atual, ou seja, que ela tenha o mesmo resultado terapêutico a custa de menor morbidade”, destaca. “Também queremos aumentar a taxa de sobrevivência livre de progressão de 12 meses para 24 meses”, completa.

A pesquisa foi realizada com um grupo seleto de pacientes que, inicialmente, seria formado por 20 mulheres, com idades entre 18 e 70 anos, que apresentavam tumores epiteliais de ovário, a forma mais comum da doença, em estágio avançado. Nesse caso, foram considerados os casos com estadiamento III e IV, os últimos estágios da doença. Além disso, as pacientes precisavam ter condições clínicas favoráveis a um tratamento mais radical. Todo o estudo foi realizado com pacientes em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A tese de doutorado foi feita com a participação de nove pacientes, todas em tratamento no IMIP ou no HCP. Por enquanto, os resultados encontrados pelo pesquisador foram animadores. “O protocolo de 30 minutos apresentou baixa morbidade, alta hospitalar muito rápida e retorno também rápido ao tratamento sistêmico. Em termos de sobrevivência livre de doença, precisamos acompanhar os pacientes para verificar se o resultado foi realmente adequado”, ressalta.

PRÓXIMOS PASSOS

A ideia, agora, é expandir a pesquisa para outros hospitais que realizam tratamento oncológico espalhados pelo País, até que se consiga completar o estudo com 20 pacientes, conforme estabelecido no projeto. Centros como o INCA, no Rio de Janeiro; o Instituto Hospital de Base, no Distrito Federal; o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e o Hospital do Amor, ambos em São Paulo, foram convidados a participar. “A Rand irá ceder a máquina para esses hospitais e eles irão nos ajudar a recrutar as pacientes. Esperamos que, até meados do ano que vem, o projeto já esteja finalizado. A inclusão dos outros centros irá colaborar para que esse método de tratamento inovador, iniciado com muito orgulho nesse projeto, também possa ser difundido em outros locais e proporcionado não apenas para os pacientes de Pernambuco, mas de todo o Brasil”, conclui o médico.

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Em atenção ao Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, HCP reforça que pacientes oncológicos podem doar córneas

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No Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado nesta quinta-feira (27), o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) chama a atenção para um fato: você sabia que os pacientes com câncer também podem ser doadores? Via de regra, os pacientes oncológicos estão aptos a doar a córnea, tecido transparente localizado na parte anterior do globo ocular. Atualmente, o HCP é a instituição que mais capta córneas em todo o Estado. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-PE), somente este ano o HCP realizou a captação de 127 córneas.

“É necessário acabar com o mito de que paciente oncológico não pode ser doador. A disseminação do câncer é feita pela via sanguínea e como a córnea é um tecido não vascularizado, não existe, em geral, essa contraindicação”, explica o superintendente Técnico do HCP, dr. Fábio Malta. As exceções acontecem no caso de pacientes com infecções generalizadas e tumores sanguíneos ou no globo ocular.

Criada em 2013, a Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes (CIDHOTT) é quem realiza o grande trabalho de conscientização dos profissionais de saúde e de acolhimento das famílias. A CIDHOTT é composta por um médico, um enfermeiro, um psicólogo e técnicos de enfermagem, que atuam 24h por dia nessa missão. “Nesse acolhimento, é colocado para a família que eles podem ajudar outras pessoas a recuperarem a visão. Em geral, as famílias recebem bem essa notícia”, destaca dr. Fábio, que também é o coordenador Médico da CIDHOTT.

A participação do HCP na captação desse tecido tem ajudado o Estado a manter o status de córnea zero, reconquistado em julho de 2017. Isso quer dizer que todo o paciente que tiver indicação para o transplante de córnea irá realizar o procedimento em até 30 dias, contados a partir da realização dos exames necessários e da posterior inscrição na fila de espera. Desde o começo do ano, já foram realizados 529 transplantes de córnea em Pernambuco.

Pesquisa desenvolvida no HCP indica alteração imunológica em pacientes com câncer gástrico

 

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Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de estômago é um dos cinco tumores malignos mais prevalentes em homens e mulheres em todo o País. Apesar disso, o tratamento dessa doença ainda apresenta sérias limitações, especialmente no que diz respeito aos tumores avançados e em processo de metástase. Uma pesquisa realizada no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), no entanto, aponta que uma das possibilidades futuras de tratamento para a doença pode estar na estimulação do sistema imunológico do próprio paciente – mais especificamente no receptor OX-40, molécula expressa na superfície dos linfócitos, células de defesa do nosso organismo. O resultado do estudo, elaborado pelo cirurgião oncológico Mário Rino, foi publicado recentemente no Journal of Surgical Oncology, uma das publicações mais importantes do mundo em Cirurgia Oncológica.

A pesquisa foi realizada com 24 pacientes da instituição diagnosticados com adenocarcinoma gástrico, tipo que responde por mais de 95% dos casos de câncer de estômago, segundo dados do Inca. Além destes, participaram do estudo outros 34 indivíduos saudáveis, com características semelhantes às dos pacientes. Por meio da coleta de sangue, o médico conseguiu identificar um fato importante: existe uma diferença grande de expressão de OX-40 nos linfócitos das pessoas saudáveis quando comparados aos pacientes com câncer gástrico. Em outras palavras, isso quer dizer que as pessoas doentes apresentam uma alteração na resposta do sistema imunológico, o que costuma ser comum nos pacientes oncológicos.

Em situações normais, o sistema imunológico entra em ação quando surge uma infecção, por exemplo. Esse ataque é regulado pelo próprio organismo, que identifica quando é a hora certa de parar para que não haja danos às células saudáveis do corpo. Quando surge um tumor, no entanto, as células cancerígenas conseguem burlar esse processo, através da expressão de proteínas específicas que avisam ao organismo que o sistema imunológico não precisa combater as células defeituosas. Assim, o tumor continua a se proliferar.

“Hoje a gente sabe que talvez seja menos importante entender a doença e o seu mecanismo fisiopatológico do que entender o mecanismo através do qual o organismo trata as neoplasias. Estimular o sistema imune para destruir o câncer se mostrou tão ou mais efetivo do que entender o mecanismo da doença e tentar intervir em todas as falhas que existem no processo de desencadeamento do câncer”, explica dr. Mário Rino, que é mestre em Cirurgia pela Universidade Federal de Pernambuco e atua há 11 anos no HCP.

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Essa mudança na forma de pensar o tratamento oncológico deu origem à imunoterapia, uma maneira de ajudar o sistema imunológico do paciente a identificar e eliminar as células neoplásicas. Os primeiros medicamentos imunoterápicos surgiram na década de 1980 para combater os melanomas metastáticos, o tipo mais agressivo de câncer de pele na sua forma avançada. Na época, no entanto, tais remédios se mostraram pouco eficientes.

Essa situação mudou em 2010, quando foram publicados os resultados das pesquisas de um novo medicamento, o Ipilimumabe. Também destinado para o tratamento de melanomas metastáticos, ele apresentava poucos efeitos colaterais e bons resultados na sobrevida dos pacientes. De lá para cá, novos remédios vem sendo desenvolvidos para o tratamento de doenças metastáticas com origem em diversas regiões, como pulmão, cabeça e pescoço e rim. Em alguns casos, aliás, a doença regrediu completamente.

Embora esse seja apenas o pequeno primeiro passo de uma longa caminhada, essa descoberta pode sugerir que a imunoterapia pode ser uma nova forma de tratamento para o câncer gástrico. “O que percebemos é que as pessoas saudáveis apresentam maior expressão de OX-40 do que as quem estão com câncer gástrico. A razão disso pode ser ‘o ovo ou a galinha’: ou a pessoa já tem uma deficiência imunológica ou o tumor induz a essa deficiência”, ressalta o médico.

Esse estudo faz parte da tese de doutorado de Dr. Mário Rino, que está sendo realizado por meio de uma parceria entre o HCP, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e o A.C. Camargo Cancer Center. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Pesquisa Translacional do IMIP, sob a orientação da Dra. Leuridan Torres, coordenadora do laboratório, com apoio Financeiro da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) e do DECIT/Ministério da Saúde. A expectativa, agora, é que outros pesquisadores realizem pesquisas que corroborem com esse resultado e que ela possa ser desenvolvida. “Foi a primeira vez que conseguimos mostrar essa deficiência para câncer gástrico. Só saberemos se ela será efetiva para a questão de tratamento quando conseguirmos executar os ensaios, que é algo mais complexo, mas a falha existe e isso já é um caminho para a utilização desses anticorpos”, reforça o cirurgião.

 

HCP Gestão passa a administrar o Hospital São Sebastião, em Caruaru

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Foi realizada na última sexta-feira (31/08), a abertura do Hospital São Sebastião, em Caruaru. Com 56 leitos, a unidade passa a ser referência para os mais de 1,3 milhão de pernambucanos moradores do Agreste e tem como perfil o atendimento em clínica médica. Com a abertura, esta passa a ser a quinta unidade administrada pelo HCP Gestão, organização social de saúde do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). “A população pode contar com o nosso trabalho, com a nossa dedicação, com a execução dos serviços propostos; sempre com foco no bem estar do paciente e na humanização”, afirmou Filipe Bitu, superintendente geral do HCP Gestão.

A cerimônia contou com a participação do secretário Estadual de Saúde; Iran Costa; do superintendente Geral do HCP, Hélio Fonseca; da diretora Geral do Hospital da Mulher do Recife, Isabela Coutinho; da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra; e do ex-governador João Lyra Neto, entre outras autoridades. A enfermeira Luciana Melo está na direção do HSS.

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O Hospital, que pertence ao Governo do Estado, funcionará como unidade de retaguarda, ou seja, destinada a pacientes encaminhados pelos hospitais da região, principalmente do Hospital Regional do Agreste (HRA). Ao todo, foram investidos mais de R$ 10 milhões nos equipamentos, reforma e qualificação do serviço, que fica localizado na av. Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau.

Como todo hospital recém-inaugurado, o São Sebastião segue um cronograma de implantação e ampliação dos serviços. Desta forma, inicialmente, passa a funcionar com 20 leitos de clínica médica. Na segunda quinzena de setembro mais 20 leitos serão ativados. A previsão é que todas as enfermarias estejam em funcionamento até o final de outubro. Este cronograma favorece a estruturação da unidade, com a integração dos serviços e dimensionamento da demanda.

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