Durante o mês de maio, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) intensifica as ações de conscientização sobre o câncer cerebral por meio da campanha Maio Cinza. A iniciativa busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais da doença, que, embora represente uma parcela menor dos casos oncológicos, está entre os tumores com maior potencial de gravidade.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 12.060 novos casos para cada ano do triênio 2026/2028 no país, sendo 2.740 casos no Nordeste. No Brasil, os tumores do sistema nervoso central estão entre as principais causas de morte por câncer, exigindo atenção redobrada para sintomas que, muitas vezes, podem ser confundidos com condições menos graves.
O câncer cerebral se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células do Sistema Nervoso Central (SNC) e pode afetar pessoas de diferentes idades, embora seja mais frequente em indivíduos acima dos 60 anos. Entre os sinais de alerta estão dores de cabeça persistentes, tonturas, alterações na visão, lapsos de memória, convulsões, dificuldade de fala, perda de equilíbrio, dormência em membros e confusão mental. Diante de um ou mais desses sintomas, é fundamental buscar avaliação médica o quanto antes, pois o diagnóstico precoce amplia significativamente as possibilidades de tratamento e controle da doença.
Fatores genéticos e ambientais podem estar associados ao desenvolvimento do câncer cerebral. A exposição à radiação, contato com substâncias químicas tóxicas (como chumbo, mercúrio e agrotóxicos), tabagismo, alcoolismo e baixa imunidade estão entre os principais fatores de risco. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, não fumar e evitar a exposição a agentes cancerígenos, contribui para a prevenção de diversos tipos de câncer.
O tratamento varia de acordo com o tipo, tamanho e localização do tumor, podendo envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A abordagem cirúrgica, quando possível, é um dos principais caminhos para a cura, especialmente quando a doença é identificada em estágio inicial. Nos casos em que a cirurgia não é indicada, o paciente pode ser direcionado para terapias complementares ou cuidados paliativos, sempre com foco na qualidade de vida.








