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Através da parceria com o Extrabom Supermercados, na campanha Troco Solidário, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) acaba de receber R$ 11.918,66, referente ao que foi arrecadado entre os meses de maio e setembro. A quantia é resultado do empenho de toda a equipe Extrabom, sobretudo, da solidariedade dos clientes que destinam as moedas do troco ou, se preferirem, outro valor para ajudar no tratamento de câncer dos pacientes do HCP. A entrega simbólica do cheque foi feita no Extrabom de Boa viagem, na manhã da última sexta-feira (23).

“A pandemia afetou a arrecadação, pois a convivência nos supermercados mudou muito, os clientes normalmente chegam com muita pressa, apenas com o cartão, mas conseguimos enfrentar as barreiras com o esforço da nossa equipe e arrecadamos a quantia” conta Felipe Gomes, coordenador de marketing do Extrabom. 

Mesmo com a pandemia, o esforço era continuo. Agora, com a reabertura gradual de todos os serviços, a esperança é de mais contribuição. “É uma campanha muito bonita, nesses próximos meses, com a chegada do fim do ano, esperamos dobrar nossa arrecadação”, espera o gerente da rede de supermercados, Wellington Albuquerque. 

 

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Tecnologia usada pelo serviço de Odontologia do HCP auxilia no tratamento de câncer

A tecnologia vem ganhando espaço no tratamento de câncer no estado de Pernambuco. Além da utilização de uma Inteligência Artificial para auxiliar os radiologistas na detecção precoce do câncer, há tempo o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), através do Serviço de Odontologia Clínica, vem utilizando a Laserterapia na prevenção e tratamento da mucosite oral, complicação comum do tratamento contra o câncer, atingindo 40% dos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico e quase 100% dos pacientes que sofrem radioterapia na região de cabeça e pescoço, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

 

A mucosite oral caracteriza-se pela presença de lesões avermelhadas podendo evoluir para úlceras dolorosas e sangrantes em boca. “Essa inflamação pode possibilitar a propagação de infecções secundárias, predispondo o paciente a infecções fúngicas, virais e bacterianas, que por sua vez, pode resultar na interrupção do tratamento oncológico”, destaca o Cirurgião Dentista Estomatologista e Coordenador do Departamento de Odontologia Clínica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Prof. Dr. Igor Henrique. 

A prevenção e/ou tratamento da mucosite oral é feita por um cirurgião dentista - profissional indispensável não apenas no tratamento de infecções orais, mas também na prevenção e diagnóstico de vários tipos de câncer que acometem a boca.  A Laserterapia vem sendo empregada como uma terapia promissora, podendo ser usada de forma isolada ou junto ao tratamento medicamentoso. Consiste na aplicação local de uma energia luminosa, que se transforma em energia química, atuando diretamente nas células, recompondo suas funções protetoras e auxiliando no alívio da dor, na cicatrização e no controle da inflamação.   “A tecnologia é considerada um recurso importante no tratamento do paciente com câncer. A laserterapia contribui imensamente, quando bem indicada e realizada, no manejo dos pacientes oncológicos que apresentam repercussão do tratamento em cavidade oral. Atualmente o Hospital de Câncer de Pernambuco oferece laserterapia a todos os pacientes da instituição que tenham indicação do uso desta tecnologia”, destaca dr. Igor.

Sobre o HCP: O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é uma instituição privada e sem fins lucrativos, que se dedica ao diagnóstico e tratamento de pacientes oncológicos por meio do Sistema único de Saúde – SUS. Por ser uma instituição filantrópica, o HCP conta com doações contínuas de pessoas físicas e jurídicas para manter a qualidade no atendimento aos pacientes. Esses recursos são utilizados no custeio, na modernização do parque tecnológico e nas instalações físicas do hospital. Além disso, são direcionados para complementar o custo do tratamento dos pacientes.

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A partir do dia 22 de outubro será aberto o prazo para que profissionais de saúde e gestores da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) de Pernambuco possam inscrever, gratuitamente, profissionais no Programa de Educação Permanente em Cuidados Paliativos. A capacitação é de responsabilidade do departamento de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON). As 160 vagas devem ser preenchidas até o dia 27 de novembro e o curso deve ser iniciado em fevereiro de 2021. Os profissionais que atuam nas instituições participantes do programa e se interessarem em participar da capacitação devem procurar o seu gestor imediato e solicitar a inscrição.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é, atualmente, a segunda causa de morte no Brasil e no mundo e, até 2030, deve ser a principal, com um aumento de 50% no número de novos casos. A doença vem acompanhada de vários sinais, sintomas e sequelas que afetam não só os pacientes, mas também os seus familiares, o que torna a abordagem multidisciplinar dos Cuidados Paliativos como prática essencial em atenção à saúde. Por este motivo, o Programa tem o objetivo de aperfeiçoar a qualidade da assistência aos pacientes oncológicos tratados na rede do SUS de Pernambuco, difundindo conhecimento, capacitando e ensinando os profissionais da área médica e multidisciplinar para atuar no segmento. “Cuidados paliativos visa melhorar a qualidade de vida do paciente e dos envolvidos em seu tratamento. Os benefícios são inúmeros, seja no controle de sintomas desagradáveis, quanto desconfortos sociais. O objetivo é tratar e oferecer suporte às necessidades do paciente, é aumentar a sobrevida com qualidade de vida, oferecer vida aos dias do paciente ”,Dr. Davi Câmara, médico paliativista do HCP.

O programa, com duração de um ano, será dividido em 10 módulos teóricos, realizados de forma online e 05 módulos práticos, completando 450 horas.  “A capacitação permitirá difundir a cultura em cuidados paliativos nas principais instituições de saúde do estado, além da integração entre os profissionais participantes, o que promoverá a troca de experiências dos principais casos encontrados em cada região”, destaca dr. Guilherme Costa, assessor da superintendência de ensino e pesquisa do HCP.  As instituições participantes, assim como mais informações sobre a capacitação podem ser conferidos no edital, disponível no site hcp.org.br.

Confira mais informações sobre o Programa de Educação Permanente em Cuidados Paliativos no edital, clicando AQUI.


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Hospital-Dia dos Cuidados Paliativos do HCP

Implantado em 2017, o Hospital-Dia dos Cuidados Paliativos do HCP tem o objetivo de promover atendimento ambulatorial e humanizado aos pacientes oncológicos que estão em cuidados paliativos e de fim de vida. O setor possui o diferencial de reduzir a necessidade de hospitalização do paciente que está em cuidados paliativos, proporcionando a ele e a sua família melhor qualidade de vida. No modelo, o paciente recebe um atendimento personalizado feito pela equipe multidisciplinar formada por profissionais de diversas especialidades, que traçam um plano terapêutico dentro das necessidades dele, para que os seus sintomas sejam melhor assistidos a nível ambulatorial. 

O serviço em cuidados paliativos também é oferecido aos pacientes das enfermarias, internados para tratamento ou recuperação de seus tratamentos.  

 

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O câncer não é uma novidade para Daniel Lira (33 anos). Ao longo dos anos, em sua família, pai, mãe, tias e primas foram diagnosticadas com tipos diferentes da doença. Porém, foi em 2019 que Daniel recebeu o diagnóstico que mudou sua vida - aos 32 anos de idade, estava com um câncer de mama raro. “Eu sabia que homem poderia ter câncer de mama, mas nunca imaginei ser esse homem”, lembra. 

Desde a adolescência, Daniel convivia com uma ginecomastia – alteração hormonal que causou o crescimento da sua mama esquerda e, por isso, fazia exames frequentemente, inclusive a mamografia. Já adulto, ao fazer uma cirurgia plástica para a correção da mama, recebeu a notícia do diagnóstico de câncer pelo próprio cirurgião plástico. “Quando peguei o resultado da biópsia, foi um choque, uma confusão de sentimentos. Procurei o HCP para iniciar o tratamento, mas todos os exames mostraram que, a própria cirurgia plástica já tinha retirado todos os nódulos, graças a Deus. Ainda precisei de 25 sessões de radioterapia e hoje tomo medicação. Serei acompanhado pelos próximos cinco anos”, explica.

Casado, pai de dois filhos, Daniel se apegou a família para passar por todo esse processo. “No primeiro momento veio a preocupação. Em uma família onde o homem tem câncer de mama, a probabilidade dos parentes de primeiro grau também terem são grandes. Pensei nos meus filhos, não quero que eles venham a passar por isso”, recorda. Os familiares também foram os responsáveis pela força de Daniel. “Foi o apoio da família que me fez ter força para passar por tudo isso. Minha esposa, que fez de tudo para marcar meus médicos e exames, meus amigos e familiares me acompanhavam nas consultas, entre tantos outros que estiveram presentes nesse processo, incluindo os médicos que tive a oportunidade de conhecer”, destaca. 

Perguntado sobre o que mudou desde o diagnóstico, Daniel ressalta que vive uma nova vida. “Antes de saber que tinha câncer, não tinha muito cuidado com a minha alimentação e os exercícios físicos se resumiam a jogos de final de semana. Hoje tenho total atenção ao meu bem estar, principalmente a alimentação. Além disso, busco estar o mais presente que posso para a minha família. Quando não estou trabalhando ou treinando, estou com eles”.

Aos homens, Daniel tem uma mensagem muito importante. “Se cuidem. Façam seus exames e estejam atentos a qualquer alteração no seu corpo. Homem também tem câncer de mama e descobrir a doença no início vai fazer a diferença no seu tratamento. Lembre que sua família precisa de você, mas você precisa estar saudável para cuidar deles”, indaga. 

 

Saiba mais sobre o câncer de mama em homens clicando aqui

 

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Apesar de raro, o câncer de mama também pode acometer os homens, representando 1% do total de casos registrados. Ou seja, a cada 100 mulheres diagnosticadas com a doença, um homem recebe o diagnóstico. Em meio à campanha mundial Outubro Rosa, onde várias instituições de saúde alertam às mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) busca, também, fazer esse alerta aos homens. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 200 homens morreram da doença em 2018. 

 O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação anormal e descontrolada de células mamárias. E tanto nas mulheres, quanto nos homens, apresentam os mesmos sintomas - Retração de pele, aparecimento de nódulos ou caroços, secreção pela aréola (mamilo), gânglios ou ínguas nas axilas e vermelhidão na área do peito e coceira. Diferente da mulher, que após os 40 anos de idade precisa fazer a mamografia anualmente, não existe exame de rastreio para câncer de mama em homens o que, muitas vezes, prejudica o diagnóstico precoce, fator primordial para o sucesso do tratamento – segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), se detectado no início, o câncer de mama tem 95% de chances de cura. “É importante que o homem preste atenção em seu corpo e, em caso de qualquer sinal, procurar atendimento médico. O mastologista vai indicar os exames necessários para a definição do diagnóstico”, destaca a coordenadora do serviço de mastologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Denise Sobral. 

Esses exames para a confirmação do diagnóstico, muitas vezes a mamografia, também é o método ideal indicado para afastar o principal diagnóstico diferencial, a ginecomastia (aumento benigno da glândula mamária do homem, nas duas mamas, não relacionado ao câncer de mama, e mais comum na adolescência, resultante das alterações anormais da puberdade). O câncer de mama, normalmente, atinge homens mais velhos, a partir dos 60 anos. E podem estar relacionadas com o aumento de hormônios femininos no corpo, utilização de medicamentos, obesidade e mutações genéticas (o câncer de mama pode ser mais frequente em homens cujas famílias apresentam muitos casos de câncer de ovário e de câncer de mama). “Perdi quatro tias para o câncer e, hoje, sou paciente do HCP”, descreve Daniel Lira (33 anos), diagnosticado com câncer de mama em 2019. “Em 2019, fiz uma cirurgia plástica para a retirada de uma ginecomastia que me acompanhava desde os 14 anos, no resultado da biópsia recebi a notícia. Como na cirurgia já tinham retirado todos os tumores, só precisei de algumas sessões de radioterapia e medicação, hoje faço parte de um estudo genético para acompanhar o possível desenvolvimento de mais algum tumor ou a probabilidade de meus filhos serem herdeiros dessa doença”, explica Daniel.  

“Quando um homem recebe o diagnóstico de câncer de mama, as parentes de primeiro grau deste homem, a filha e irmã, por exemplo, precisam ser acompanhadas e, até mesmo investigadas no ponto de vista genético, visto que um homem com câncer de mama aumenta a possibilidade de câncer de mama nas mulheres da família”, destaca a mastologista Denise Sobral. O tratamento do câncer de mama em homens, assim como nas mulheres, dependerá do estágio da doença, mas pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a junção de ambos. Porém, diferente da mulher, a cirurgia em homens, em decorrência do tamanho da mama e da menor quantidade de pele, torna-se menos conservadora. 

Câncer de mama em números: Apesar de rara,  a doença pode acometer também os homens, representando 1% do total de casos da doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama deve acometer, ainda em 2020, 66.280 pessoas. Para o INCA, 17.763 pessoas morreram pela doença em 2018, sendo 17.572 mulheres e 189 homens.

 

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Captação da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer, grupo voluntário que atua no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), o serviço de Anatomia Patológica do HCP agora dispõe de um microscópio para cinco observadores. O equipamento permite que uma mesma peça (material oncológico) possa ser analisada por cinco especialistas, simultaneamente, proporcionando benefícios à equipe, à formação dos residentes e aos pacientes. “A aquisição do microscópio de ensino é de grande importância para as atividades assistenciais e acadêmicas, beneficiando direta e indiretamente os pacientes”, destaca Gabriel Lotero, residente de patologia do HCP.

O serviço de patologia é responsável diagnóstico de doenças, através de análises realizadas em biópsias, peças cirúrgicas, necropsias e punções. Com o novo microscópio, será possível promover a discussão de casos com vários especialista, além da integração dos residentes, o que permite aumentar o conhecimento e a qualidade técnica da equipe e, principalmente, aumentar a qualidade do diagnóstico da doença do pacientes. Além disso, contribui para maior produtividade e agilidade na execução dos laudos, trazendo benefícios aos pacientes, uma vez que seu tratamento será iniciado de forma mais precoce. “A passagem de casos constitui uma reunião clínica para debater sobre as peças. É muito importante durante a formação profissional do residente em patologia, pois está para o patologista futuro, assim como o ato cirúrgico está para o cirurgião. Inclusive, outros especialistas envolvidos, que costumam vir para o departamento discutir determinados casos poderão participar da reunião para entender melhor o laudo histopatológico do paciente e conseguir conduzir o tratamento da melhor maneira”, destaca Daniele Godoy, representantes dos residentes de oncologia do HCP.

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Além do microscópio para cinco observadores, a Rede Feminina também doou uma televisão ao departamento. “A captação do valor foi feito com a ajuda de parceiros que entendem a importância de equipamentos de qualidade para o serviço de patologia, setor indispensável na definição do diagnóstico do paciente oncológico do HCP. Com a compra do microscópio, acreditamos que será possível oferecer mais agilidade e precisão”, destaca Maria da Paz, presidente da Rede Feminina.

 

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Mais um valor arrecadado pelo Troco Solidário foi entregue, ontem (6), ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Fruto da união dos trocos doados pelos clientes da rede de supermercados Arco-Mix ao hospital, a quantia de R$52.070,09 será investida na compra de capotes e jalecos utilizados pelos médicos, enfermeiros e técnicos do HCP na garantia de uma assistência oncológica segura e de qualidade. A entrega simbólica foi realizada na unidade Arco-Mix da Várzea. 

“O Troco Solidário faz toda a diferença e nos ajuda a oferecer um tratamento de qualidade para os pacientes com câncer”, pontua a gerente de captação de recursos do HCP, Juliane Carvalho. Uma dessas pacientes é Gabriela Vieira, que também é cliente do Arco-Mix e esteve presente na entrega para agradecer em nome de todos os que se tratam no HCP: “Essas doações são muito importantes para todos nós. Agradeço e ressalto a importância do Troco Solidário”, disse. A gerente da unidade, Luana Teixeira, também aproveitou a ocasião para agradecer: “Essa ação é maravilhosa, muita gente está sendo beneficiada. Agradecemos a cada cliente que doou, tendo a certeza de que está ajudando muitas vidas”.

O sucesso do Troco Solidário é graças ao engajamento de toda a equipe e clientes Arco-Mix, que abraçam a causa do HCP e, de troco em troco, realizam essa grande doação mensal para a instituição. A operadora de caixa Inavise Rodrigues é uma das funcionárias que mais arrecada na unidade da Várzea. Feliz em poder ajudar, ela conta que sempre engaja seus clientes: “É um projeto muito lindo. Eu incentivo meus clientes a, cada dia mais, ajudar o HCP, que sempre necessita de solidariedade”, diz. Ednaldo Possas é um desses clientes. Segundo ele, o fato de ter passado por um tratamento de câncer de próstata reforçou ainda mais o que já era uma característica sua: o fato de ajudar o próximo. “Como cidadãos, todos deveríamos contribuir com os outros. É um prazer ajudar alguém de alguma forma”, contou.

 

 

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Se detectado no início, o câncer de mama, principal tipo de câncer que acomete as mulheres em todo o mundo, tem 95% de chances de cura, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Para que isso aconteça, é importante que seja feito o acompanhamento médico periódico e a realização dos exames de rastreio, em especial, a mamografia -  a maneira mais eficiente de identificar a doença antes dos nódulos nos seios serem palpáveis. Referência no tratamento da doença, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lança, neste mês da ação mundial Outubro Rosa,  a campanha “Já fez sua mamografia este ano?”.  Todo conteúdo pode ser conferido no site hcp.org.br e nas redes sociais @sigahcp, a partir do dia 1º de outubro.

Dentro da missão de trabalhar apoiando programas de prevenção de câncer, o HCP faz mamografia durante todo o ano. “O Outubro Rosa serve como alerta para que a mulher se conscientize da importância da mamografia. Mesmo neste momento de pandemia da Covid-19, o exame deve ser feito. Quanto mais cedo a doença for detectada, maior a possibilidade de um tratamento menos invasivo e maior a chance de cura. Sabendo dessa importância, nos preparamos para atender às pacientes seguindo todas as recomendações dos órgãos de saúde municipais e estaduais”, ressalta o superintendente técnico do HCP, dr. Fábio Malta. 

A equipe médica do HCP recomenda que a mulher se submeta ao exame anualmente, a partir dos 40 anos de idade, mas em caso de histórico familiar o procedimento pode ser solicitado por um médico em idades mais jovens e em intervalos menores. Para fazer a mamografia no Hospital de Câncer, a paciente deve fazer o agendamento por telefone, de segunda a sexta-feira, das 14h às 16h, no número (81) 3217.8188. Em 2019, foram realizadas mais de 10 mil mamografias na instituição. 

Ainda visando estimular o diagnóstico precoce e reforçar a importância do imediato início do tratamento após a confirmação da doença, o HCP uniu forças com o Hospital da Mulher do Recife (HMR). Durante o mês de outubro, as pacientes do HMR, que realizarem a mamografia e tiverem indicativo de câncer de mama, já serão agendadas pela equipe do HMR para iniciarem o tratamento no HCP. A ação tem o objetivo de proporcionar o imediato início do tratamento, além de evitar que a paciente precise locomover-se para realizar o agendamento da consulta com o mastologista no Hospital de Câncer ou em outra instituição de saúde. 

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve pela multiplicação desordenada de células na região da mama. A doença não tem causa única, a idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença – segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos - Ainda entre os principais fatores de risco estão obesidade e sobrepeso, consumo de cigarro e bebida alcoólica, sedentarismo, histórico familiar de câncer de mama em homens, alteração genética, entre outros.

Entre os principais sintomas estão nódulo único endurecido; irritação, inchaço, dor ou vermelhidão na mama; retração da pele; secreção sanguinolenta no mamilo; inchaço no braço. O tratamento varia de acordo com o tipo e o estadiamento da doença, classificado de I a IV, de acordo com as características do tumor. “O tratamento dependerá do tamanho da lesão. Entre os principais procedimentos estão a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Em casos mais agressivos, se faz necessário a combinação de dois ou mais procedimentos”, explica a coordenadora do serviço de mastologia do HCP, dra. Denise Sobral. 

Câncer de mama em números: Apesar de rara,  a doença pode acometer também os homens, representando 1% do total de casos da doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama deve acometer, ainda em 2020, 66.280 pessoas. Para o INCA, 17.763 pessoas morreram pela doença em 2018, sendo 17.572 mulheres e 189 homens.

 

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Vídeo da campanha:

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Anualmente o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) abraça a campanha Setembro Dourado, feita para alertar sobre os sinais e sintomas relacionados ao câncer infantil. Ganhando destaque nos últimos anos, o tema saúde mental também vem sendo fortemente abraçado por várias instituições de saúde através do Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção ao suicídio. Por este motivo, o HCP busca, durante todo o mês, também ressaltar para a sociedade sobre a importância de cuidar da saúde mental e física das crianças e adolescentes diagnosticadas com câncer.

Pernambuco é o 7° estado do país com mais casos notificados de violência autoprovocada, que são pensamentos suicidas, automutilações e tentativas de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos, segundo Ministério da Saúde (2019). Solidão, desesperança e doenças estão entre os principais fatores de risco para o suicídio, sentimentos que, também, são muito comuns quando falamos em câncer. Essas informações intensificam o fato de que a saúde mental de pacientes oncológicos precisa ser avaliada regularmente. É necessário como forma de prevenção do suicídio, identificar os fatores de risco para ajudar os profissionais de saúde, familiares e amigos para intervir precocemente e salvar vidas. 

Os tratamentos contra o câncer são agressivos, longos e, muitas vezes, com cirurgias mutiladoras. “As crianças e os adolescentes acabam sendo privados de brincar, ir para a escola, para festas, e isso pode causar uma tristeza, baixa autoestima e, até mesmo, depressão, ocasiona por essa privação da sua infância”, explica a coordenado do serviço de psicologia, Karla Neves. Paciente do HCP há quatro anos, Izael Marques (22 anos), afirma ter sofrido muito preconceito por causa do câncer. “Muitos amigos se distanciaram de mim, porque tinha medo de pegar também. Me viam como um aleijado. As pessoas são muito ignorantes sobre isso. Acabei me excluindo em casa, falava para mim mesmo que só iria sair quando meu cabelo crescesse”, lembra.

 “Não podemos resolver suas angústias, mas podemos escutá-los e ajuda-los a dar voz aos seus sentimentos. O falar traz a cura, quando o paciente consegue se expressar, ele aceita sua realidade como ela é, aprendendo a se olhar com mais carinho e lidando melhor com o mundo da forma que ele é”, explica a psicóloga. 

Além do apoio profissional, a participação e o apoio dos familiares e amigos também é muito importante. “Minha esposa também teve câncer antes de mim. Assim que nos conhecemos, um dia depois, ela me ligou preocupada perguntando sobre como eu estava me sentindo. Foi incrível ver que ela se importava comigo, um total desconhecido. Isso me deu muita força, poder contar com ela e todos que se importavam e me escutavam”, conta Izael.

 

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De moeda em moeda, chegamos lá. Foi assim, de pouquinho em pouquinho, que as 19 lojas da rede de supermercados Arco-Mix, o atacarejo Arco-Vita a e o instituto Arco Social alcançaram a soma de R$ 53.985,85 para serem doados ao HCP. O valor arrecadado é resultado da solidariedade dos clientes das lojas que, a partir da campanha Troco Solidário, doam as moedas que sobram do troco ou, se preferirem, outro valor, para ajudar o Hospital de Câncer de Pernambuco. A quantia é referente ao valor arrecadado em agosto e, somado ao que já foi conquistado desde o início da campanha, em novembro de 2018, ultrapassam R$900 mil em doações.

A quantia será utilizada para confecção de capotes e jalecos utilizados pelos médicos, enfermeiros e técnicos no Centro Cirúrgico. Em 2019, o HCP realizou 25.260 cirurgias na instituição. “Arco-Mix conhece e sabe da importância de uma instituição como o HCP na assistência ao paciente com câncer. As doações do Troco Solidário nos ajudam a manter os serviços essenciais e a desenvolver projetos para melhor atender o paciente”, destaca Juliane Carvalho, gerente de captação de recursos e doações do Hospital de Câncer de Pernambuco.    ⠀

A entrega simbólica do cheque aconteceu na última sexta-feira (11), na loja Arco-Mix, em Igarassu, loja que mais arrecadou no mês. “É gratificante. Mais uma vez fomos a loja que mais arrecadou no mês. Acredito que desde que a campanha foi iniciada, só não ficamos em primeiro lugar duas vezes. Tanto nossos funcionários quanto clientes entendem a importância da causa e nunca deixam de ajudar. Temos funcionárias que já lutaram contra a doença, outros que tem parentes lutando contra o câncer e sempre ressaltam a importância de ajudarmos”, destaca Paulo Oliveira, gerente da loja.⠀

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Na entrega simbólica estavam presentes Ellys Monteiro, analista de negócios da Arco-Mix; Flávio José, gerente de operações área norte Arco-Mix; Priscila Santana, gerente de E-Commerce Arco-Mix; Paulo Oliveira, gerente da loja Arco-Mix Igarassu; Keylla Mayara, operadora de caixa Arco-Mix Igarassu  (operadora que mais arrecadou na loja Igarassu); Dayvson Magno, operador de caixa Arco-Mix Cohab (operador que mais arrecadou no mês) e Daniela Pereira, analista de captação de recursos do HCP.