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É possível quantificar os impactos dos tumores malignos de boca e de orofaringe na fala dos pacientes? Em busca de números que pudessem indicar essas alterações e facilitar o diagnóstico, a fonoaudióloga do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Ana Maria Araujo, escolheu o assunto para ser tema de sua dissertação de Mestrado, realizado dentro do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia, resultado de uma parceria entre o HCP e o A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo. Intitulada “Movimentos mandibulares durante a fala após tratamento do câncer de cavidade oral e orofaringe”, a dissertação foi defendida no último mês de outubro. A fonoaudióloga é a primeira mestra formada pelo programa.

A ideia de abordar os tumores malignos de boca e de orofaringe surgiu a partir da experiência da própria fonoaudióloga, que atua diretamente com pacientes diagnosticados com ambas as doenças tanto nas enfermarias quanto no ambulatório do Serviço de Fonoaudiologia do HCP. Em geral, essa população costuma apresentar problemas na fala, especialmente após o procedimento cirúrgico para retirada do tumor. A inquietação surgiu pelo fato de não existirem dados quantitativos para o diagnóstico dessas disfunções – e este acaba sendo realizado pela própria experiência do fonoaudiólogo. Foi daí que surgiu a proposta de realizar um exame específico, que pudesse fornecer dados quantitativos acerca dos movimentos mandibulares dos pacientes: a eletrognatografia.

A eletrognatografia é um exame computadorizado que consegue, por meio do uso de eletrodos, identificar e registrar os movimentos da mandíbula, determinando dados como amplitude, velocidade e abertura da boca. Os dados são captados e transmitidos para o computador em tempo real. Atualmente, só existe um aparelho disponível em Pernambuco, localizado no laboratório do Grupo de Pesquisa Patofisiologia do Sistema Estomatognático da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entidade parceira na pesquisa. “Esse aparelho vem sendo utilizado em estudos com pacientes acometidos com Mal de Parkinson e rinite alérgica, por exemplo. Para o público com câncer, essa é a primeira vez”, explica a especialista.

A primeira parte do trabalho consistiu em selecionar as pessoas que fariam parte da pesquisa. Nesse momento, foram examinados mais de quatro mil prontuários, a fim de identificar pacientes do HCP com câncer de boca ou de orofaringe cujos tratamentos estivessem finalizados há, no mínimo, um mês e, no máximo, oito meses. Também era preciso que não houvesse mais sinal de atividade da doença. Ao todo, a pesquisa foi realizada com 32 pacientes. A dissertação foi orientada pela professora Dra. Elisabete Carrara de Angelis e coorientada pelos professores Dr. Leandro Pernambuco e Dr. Josimário da Silva. A professora Dra. Leuridan Torres é a coordenadora do programa.

Em um segundo momento, os pacientes foram questionados acerca do interesse em participar do estudo e assinaram o termo de consentimento. Além disso, também responderam a um protocolo para avaliação da qualidade de vida relacionado à fala. Por fim, eles foram submetidos ao exame de eletrognatografia. “Os pacientes eram solicitados a ler uma lista de figuras que continham todos os fonemas da língua portuguesa. Nesse momento, era feita a mensuração”, detalha Ana Maria.

Os resultados do estudo revelaram que não existe relação entre os valores quantitativos obtidos com o auxílio do equipamento e as queixas apresentadas pelos pacientes. “Isso é importante para mostrarmos que nem um exame nem outro são completos: precisamos dos dois, porque eles são complementares. Além disso, muita coisa precisa ser estudada. Esse é o primeiro passo para fazermos outras pesquisas”, ressalta a fonoaudióloga.

*Ana Maria Bezerra de Araujo é fonoaudióloga e atua no Hospital de Câncer de Pernambuco e na Santa Casa de Misericórdia do Recife. É mestra em Oncologia e especialista em Fonoaudiologia no Âmbito Hospitalar, pela Faculdade Maurício de Nassau, e em Motricidade Orofacial, pelo CEFAC/EPAP/HCP. Para entrar em contato, envie um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

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Não é só durante a campanha do “Outubro Rosa” que o câncer de mama deve ser lembrado. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a doença durante todo o ano, surgiu o espetáculo Magna #DancaQueCura, criado por Christiane Galdino, jornalista, bailarina, pesquisadora e produtora cultural. Deste projeto, surgiu mais uma iniciativa, transformar o valor arrecadado, durante as apresentações de outubro de 2018, em equipamentos para o setor de fisioterapia – Espaço Renascer, do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). A entrega desses equipamentos ocorreu na última quinta-feira (21), na capela do HCP. 

A doação ocorreu durante a apresentação de uma “célula Magna”, exibição de duas cenas do projeto – a música “Me Curar de Mim”, interpretada pela filha de Chris Galdino, Lua Magna, e “Xaxado da Beleza”, apresentação de dança que aborda a importância da autoestima. “Através do espetáculo, buscamos passar uma mensagem que colabore com a causa. Além de levar a informação sobre a doença, nosso objetivo é ajudar, por isso procuramos uma instituição para fazer essa doação. Escolhemos o HCP por ser o hospital que atende mais de 50% dos pacientes oncológicos de Pernambuco”, destacou a Chris. Entre os equipamentos que foram entregues estão pesos de diferentes tamanhos, caneleiras, biodiscos, teraband de diferentes cores, estesiometro, bola suíça e ciclo ergômetro.

Diagnosticada com câncer de mama, Chris transformou sua luta contra a doença em espetáculo. O projeto foi batizado de Magna, nome de sua mãe, que também tinha câncer de mama. Magna ocorreu graças a um financiamento colaborativo e a participação de mais de 30 membros na equipe, entre eles bailarinos profissionais e outros inexperientes, incluindo pacientes em tratamento de câncer.  Objetivo do projeto é abordar a temática de forma alegre e poética. 

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O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) realiza, nos próximos dias 12 e 13 de abril, no Mar Hotel Conventions (Boa Viagem), o seu IV Simpósio em Oncologia, com o objetivo de discutir o tema “Desafios globais do tratamento dos pacientes com câncer”. O evento traz um debate sobre a disseminação do conhecimento oncológico e atualização dos temas e tecnologias voltados aos desafios globais do tratamento do câncer, através de uma programação com cerca de 150 conferências, ministradas por palestrantes de renomes nacionais e internacionais, priorizando o debate no âmbito da prevenção, diagnóstico, tratamento e pesquisa do câncer. As inscrições podem ser feitas pelo site hcp.org.br/simposio.

A oncogenética, imunoterapia, biópsia líquida, cuidados paliativos e tratamento oncológico personalizado estão entre os temas abordados no Simpósio. “Nosso objetivo é que o IV Simpósio em Oncologia seja um espaço de trocas de conhecimentos e novas tecnologias entre os profissionais da saúde, no sentido de oferecer os melhores tratamentos aos pacientes”, salienta doutor Vandré Carneiro, cirurgião oncológico e presidente do IV Simpósio de Oncologia do HCP. Também estarão na programação assuntos como atualização em câncer do trato gastrointestinal, avanços no tratamento do câncer de mama, cirurgia oncológica robótica, cirurgia citorredutora e HIPEC e cirurgia hepatobiliar complexa.

As mesas e conferências serão divididas por áreas específicas, tais como Oncologia Clínica, Pulmão, Ortopedia, Uro-Oncologia, Mastologia, Oncoginecologia, Oncogenética e Cabeça e Pescoço. Além de temas médicos, também haverá mesas e discussões direcionadas para os demais profissionais que atuam na área da saúde, como enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas. “Nesta quarta edição, quase que triplicamos o número de conferências, ampliando a quantidade de palestras e temas abordados. A equipe multidisciplinar do Hospital de Câncer de Pernambuco e diversas instituições nacionais e internacionais trarão o que tem de mais atual de suas áreas sobre o assunto, possibilitando a troca de experiências e a otimização de possíveis parcerias”, acrescenta Dr. Guilherme costa, chefe da comissão de organização do IV Simpósio em Oncologia, e assessor da Superintendência de Ensino e Pesquisa do HCP.

TRABALHOS CIENTÍFICOS – Profissionais e estudantes da área de saúde também podem submeter trabalhos científicos para serem expostos no IV Simpósio em Oncologia. Para isso, é necessário que um dos autores do trabalho esteja inscrito no evento. Além de concorrerem a prêmios, os melhores estudos serão selecionados para serem apresentados oralmente durante o evento.

SERVIÇO

IV Simpósio em Oncologia

Data: 12 e 13 de abril

Local: Mar Hotel Conventions (Boa Viagem)

Inscrições e informações: hcp.org.br/simposio

 

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Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Liga Acadêmica de Oncologia (Liacon) do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O programa é voltado para estudantes de Medicina que estejam cursando, no mínimo, o 3º período da graduação. Durante um ano, os alunos selecionados poderão vivenciar a rotina de médicos de diversas especialidades do HCP, instituição responsável por atender mais de 50% dos pacientes oncológicos do Estado. Este ano, estão sendo oferecidas 13 vagas. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de março, presencialmente, com os participantes da Liacon, ou por meio no link tinyurl.com/cursoliacon3.

Nos dias 22 e 23 de março, os alunos inscritos participarão de um curso preparatório com aulas sobre Oncologia Clínica; Câncer de mama; Oncologia Urológica; Cirurgia Oncológica; Cirurgia de Cabeça e Pescoço; Pediatria Oncológica; Oncogenética; Oncologia Torácica; e Emergências Oncológicas. A prova seletiva será realizada no dia 30 de março, a partir das 8h30. Tanto as aulas quanto a prova ocorrerão na Uninassau, no bairro das Graças.

A proposta da Liga Acadêmica de Oncologia é aproximar os graduandos em Medicina da Oncologia, capacitando-os para a realidade dos pacientes oncológicos. “A Liacon ajuda os estudantes entenderem como é um hospital de verdade e a saber lidar com a relação médico-paciente. É um aprendizado importante tanto para quem quer trabalhar com oncologia clínica quanto para quem tem interesse em outras áreas da oncologia. Além disso, ela coloca o aluno como protagonista da sua formação, o que é muito importante hoje em dia”, afirma Beatriz Dubourcq, estudante de Medicina e presidente da Liacon.

As inscrições custam R$ 40, para os interessados em participar apenas do curso preparatório, e R$ 50, para quem também quiser participar da prova seletiva. O resultado será divulgado até o dia 08 de abril. Outras informações podem ser obtidas através do edital e nas redes sociais da Liacon. 

Edital em PDF

PROCESSO SELETIVO – LIACON

Curso preparatório: 22/03 (18h às 21h) e 23/03 (8h às 12h)

Prova: 30/03, a partir das 8h30

Valor: R$ 50 (curso + prova) e R$ 40 (apenas curso)

Inscrições:

Online: tinyurl.com/cursoliacon3

Presencialmente: Beatriz (Uninassau) - (81) 99718.5068 / Eduarda (FPS) - (81) 99776.4221 / Márcia (UFPE) - (34) 99145.7579 / Mirella (UPE) - (81) 99990.2505.

 

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Através da campanha “Troco Solidário”, a rede de supermercados Arco-Mix realizou na última terça-feira (12), a entrega de mais uma doação ao Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), a terceira desde o início da campanha, em novembro de 2018. Nas duas primeiras doações, mais de R$ 40 mil reais foram destinados ao hospital, que atende mais de 50% dos pacientes de câncer de Pernambuco. Para a entrega deste mês, R$ 34.821,82 mil reais arrecadados nas 19 lojas da rede, referente ao mês de janeiro, foram entregues ao HCP. “Atitudes como a do Arco-Mix ajudam a manter a continuidade no atendimento aos nossos pacientes. O tratamento contra o câncer é caro e precisamos de ajuda financeira para nos manter”, disse a gerente de marketing e captação de recursos do HCP, Mariana Neves. 

O diretor comercial da rede Arco-Mix,  Guilherme Santos, disse que a campanha continuará para os próximos meses e que o quantitativo arrecadado mensalmente mostra o prestígio do hospital perante a sociedade. “As doações ocorrem a partir do poder de convencimento das nossas operadoras de caixa durante o pagamento do cliente, mas percebemos que o Hospital de Câncer de Pernambuco é um espaço de prestígio e que as pessoas ficam felizes em contribuir”, destaca. 

O Troco Solidário é uma entre várias ações sociais do Arco-Mix em prol do HCP. Todos os anos, por exemplo, a rede de supermercados realiza a Gincana do Bem entre seus funcionários e arrecada alimentos para a instituição. Na atual campanha os clientes da rede são estimulados pelos caixas dos supermercados a contribuir doando as moedas do troco ou, se desejar, outra quantia. O valor doado é registrado no caixa e na nota fiscal que é devolvida ao cliente. 

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Em apoio à campanha Fevereiro Laranja, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) reforça a importância da conscientização para a prevenção, diagnóstico e combate da leucemia, um tipo de câncer do sangue. A doença afeta os glóbulos brancos do sangue, conhecidos como leucócitos, ocasionando a produção de células doentes na medula óssea, o que, consequentemente, prejudica a imunidade do paciente, acarretando em possíveis infecções. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, no ano de 2019, estimam-se 5.940 novos casos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres. Correspondem a um risco estimado de 5,75 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres. 

A doença pode ser classificada como aguda ou crônica, dependendo da velocidade de agravamento. O tipo mais comum é a aguda, onde as células sanguíneas jovens não conseguem amadurecer para realizar suas funções, multiplicando-se rapidamente. O tratamento para o câncer do sangue é realizado através da quimioterapia, com o objetivo de anular as células cancerígenas e retomar a produção das células sadias, ou em alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. 

Os sintomas apresentam-se de formas variadas, como fadiga excessiva, febre, sangramentos, infecções, aparecimento de hematomas, suores noturnos, inchaço no pescoço e dores nas articulações. “Identificando um ou mais sintomas, o paciente deve procurar um clínico geral ou pediatra (no caso das crianças), que através de exames de sangue (hemograma) poderá identificar as alterações e assim indicar o paciente para tratamento junto ao hematologista, profissional responsável pelo tratamento da doença”, alerta Danielle Padilha, coordenadora do Serviço de Hematologia do Hospital de Câncer de Pernambuco. A leucemia não é uma doença hereditária ou transmissível e pode ser prevenida por uma boa qualidade de vida. “Alimentação balanceada e de qualidade, além de uma vida ativa, sem vícios e com atividades físicas podem diminuir as chances do surgimento da doença”, acrescenta Danielle.

 

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Considerado um tumor raro em países desenvolvidos, o câncer de colo de útero é uma realidade bastante presente no Brasil. Apesar de ser evitável, a doença ocupa o terceiro lugar na lista dos cânceres mais comuns entre mulheres no País, atrás apenas dos tumores malignos da mama e do intestino. No Nordeste, a situação é ainda mais alarmante: o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre a população feminina. Em apoio à campanha Janeiro Verde, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) reforça a importância da vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), principal causa do câncer de colo de útero, e da realização anual do exame preventivo, necessário para o diagnóstico precoce da doença, que não costuma apresentar sintomas nas fases iniciais.

De acordo com o cirurgião oncológico do HCP, dr. Vandré Carneiro, o HPV é responsável pelo desenvolvimento de quase todos os tumores malignos do câncer de colo de útero. A infecção por esse vírus ocorre principalmente por meio das relações sexuais, mesmo as que são feitas com uso de preservativo. “A vacina contra o HPV é o método mais eficaz de evitar o aparecimento do câncer de colo de útero, uma vez que ela previne a infecção. Provavelmente, isso irá mudar a história natural da doença nas próximas gerações”, explica o médico. Em geral, a doença é mais comum em mulheres que iniciaram a vida sexual cedo e que tiveram múltiplos parceiros. O tabagismo também é um fator de risco.

A segunda forma de evitar o surgimento do câncer é o exame preventivo – chamado de citologia ou, mais comumente, de Papanicolau. Por meio dele, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-malignas em mulheres infectadas pelo HPV, evitando que elas evoluam para um tumor maligno. Vale ressaltar que o tratamento não elimina o vírus do organismo e que, por isso, mulheres que já apresentaram lesões devem realizar um acompanhamento médico mais rigoroso. “Na imensa maioria das vezes, mesmo quando há a presença do HPV, a mulher não terá um câncer, principalmente se ela for submetida a exames de rastreio de forma eficaz”, ressalta dr. Vandré. A recomendação mais comum é que o preventivo seja realizado após a primeira relação sexual ou a partir dos 21 anos.

O exame preventivo também é importante para diagnosticar o câncer de colo de útero em fase inicial. Nesse caso, quando for identificada uma lesão suspeita, a paciente será submetida a outros exames e procedimentos, como a colposcopia e a biópsia, e, se necessário, à cirurgia. “O câncer de colo de útero é curável, especialmente se diagnosticado na fase inicial, quando as taxas de cura podem ultrapassar 90%”, destaca o cirurgião. Mesmo em casos mais avançados, que necessitam de radioterapia e quimioterapia, as chances de cura podem chegar a 80%.

 

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Sabe aquela moedinha que você recebe como troco após o pagamento das suas compras e que parece não valer muito? Desde o último mês de novembro, uma iniciativa da rede de supermercados Arco-Mix vem incentivando os clientes a doarem esses pequenos valores para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O valor doado – que pode ir além das moedinhas - é registrado no caixa e na nota fiscal que é entregue ao cliente. O resultado impressiona: somente em dezembro, a campanha “Troco Solidário” conseguiu arrecadar exatos R$ 36.667,69, valor que foi entregue na tarde da última quinta-feira (10) à instituição. 

Em seu primeiro mês, a campanha foi realizada em algumas lojas da rede e arrecadou cerca de R$ 6 mil. Dessa vez, o projeto cresceu e está sendo promovido nas 19 lojas que compõem a rede. A loja que mais conseguiu arrecadar doações foi a de Igarassu, especialmente por causa do empenho da operadora de caixa Maria Isabelly, que trabalha no supermercado há sete meses e foi responsável pela maior arrecadação. “Eu já tenho essa cultura de doação na família e, agora, tenho a oportunidade de fazer muito mais. Ajudar o HCP me deixa muito feliz, porque muita gente tem história com a instituição: eu tive uma madrinha que foi atendida aqui”, contou.

A parceria da Rede Arco-Mix com o HCP é antiga: todos os anos, por exemplo, a rede de supermercados realiza a Gincana do Bem entre seus funcionários e arrecada alimentos para a instituição. Sócio e vice-presidente da Rede Arco-Mix, Bartolomeu dos Santos comemorou o resultado do mês e espera alcançar resultados maiores nos próximos meses. “Nós sempre vemos que o HCP está fazendo campanhas e sentimos essa necessidade de ajudar. Dos operadores aos clientes, todo mundo abraçou a campanha. Esse resultado é fantástico e mostra a credibilidade da nossa instituição e do HCP”, disse. A campanha, aliás, não tem prazo de validade. “Esperamos ajudar por mais uns dois mil anos”, brincou.

Gerente de Marketing e Captação de Recursos do HCP, Mariana Neves agradeceu a doação, que será direcionada para o custeio da instituição. “Precisamos de doações porque o câncer é uma doença muito cara e que vem atingindo mais pessoas a cada dia. Essa ação da Arco-Mix fortalece a cultura de doar: se todas as empresas fizerem isso, será muito bom para nós, porque toda doação é válida e bem-vinda”, declarou.

 

 

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A história de Vandailda de Oliveira, 75, mudou de rumo pela primeira vez há 33 anos, quando descobriu um câncer de mama. Durante o tratamento, que incluiu duas cirurgias e muitas sessões de radioterapia, a vida de dona Vandailda foi transformada pela segunda vez, após receber um convite para participar de um encontro com mulheres que, assim como ela, precisaram enfrentar a mastectomia - nome dado para a cirurgia de retirada da mama. Foi assim que ela conheceu o Espaço Renascer, grupo de apoio do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) que, na última quinta-feira (13), celebrou seus 40 anos de história em uma grande festa, organizada a partir do empenho das próprias pacientes no D’Hartes Recepções e Eventos.

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O Espaço Renascer nasceu a partir de uma ideia do mastologista Esdras Marques, médico que atuava no HCP e que, em 1978, convidou a educadora Georgina Moreira, conhecida como Gina, e a assistente social Fátima Cabral para criarem o grupo. Na época, as reuniões aconteciam na academia de dança da própria Gina, em Olinda. “Quando eu cheguei lá pela primeira vez, eu estava muito triste. Mas, quando eu saí, eu estava diferente, sorrindo. Eu descobri que nada estava perdido na minha vida”, relembrou Vandailda, hoje a paciente mais antiga do grupo.

Toda a trajetória do grupo foi contada durante a festa, tanto através de imagens que projetadas em um telão quanto por meio dos depoimentos das fundadoras e de Luana Oliveira e Erika Barros, psicólogas que também atuaram no projeto. Filhas de dr. Esdras, Ana Cecília e Andréa foram convidadas para os festejos e receberam uma placa em homenagem ao trabalho desenvolvido pelo pai, já falecido. “Ele ficaria orgulhoso em ver que esse projeto sobrevive. Ele soube germinar bem essa semente em outras pessoas. É incrível chegar aqui e encontrar pacientes que foram curadas por ele”, agradeceu Ana Cecília.

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A festa contou, ainda, com a apresentação do Jogral Renascer e da Dança da Vida, atividades preparadas pelas pacientes especialmente para a ocasião. A Banda Trepidant’s garantiu a animação dos presentes. “Nós só temos a agradecer por esse trabalho tão bonito, feito com tanta dedicação. A atividade do Espaço Renascer tem um papel fundamental na reabilitação e na superação dos desafios e da doença. Nosso papel é acolher e cuidar”, destacou o superintendente Técnico do HCP, dr. Fábio Malta. Além dele, também estiveram presentes a superintendente Administrativa, Cláudia Barbosa, e o superintendente do HCP Gestão, Felipe Bitu.

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As novidades sobre câncer de mama apresentadas durante a 41ª edição do San Antonio Breast Cancer Symposium, realizado entre os dias 4 e 8 de dezembro, no Texas (EUA), foram compartilhadas com especialistas em Oncologia durante I Pós San Antonio Breast Cancer Symposium, promovido pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). O encontro ocorreu no último sábado (15), no Bugan Hotel Recife, em Boa Viagem, e reuniu mais de 60 pessoas, incluindo oncologistas clínicos, mastologistas, radioncologistas, patologistas e profissionais de outras áreas da saúde.

O San Antonio Breast Cancer Symposium é considerado o maior congresso sobre câncer de mama do mundo e traz para o centro das discussões, todos os anos, os maiores avanços na prevenção e no tratamento da doença. De acordo com o organizador do evento no Recife e oncologista clínico do HCP, dr. Marcelo Salgado, os avanços nos tratamentos dos subtipos mais agressivos de câncer de mama, triplo negativo e HER2, foram os grandes destaques no simpósio americano.

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“O subtipo triplo negativo é muito agressivo e não houve grandes evoluções nos últimos dez anos. Tanto para esse subtipo quanto para o HER2, eles apresentaram novas formas de terapias medicamentosas e de quimioprevenção. Também houve novidades em radioterapia e cirurgia. Normalmente, são informações que modificam a conduta médica”, detalhou dr. Marcelo Salgado. Além dele, as mastologistas do HCP Carolina Vasconcelos e Denise Sobral também participaram do simpósio.

Para ministrar as palestras do I Pós San Antonio Breast Cancer Symposium do HCP, foram convidados o oncologista dr. José Bines, do Inca; o mastologista dr. Francisco Pimentel, do Hospital Geral de Fortaleza; e a radioncologista dra. Nilciana Alves. “Nossa proposta era trazer as novidades para os médicos pernambucanos continuarem se atualizando. Existem vários eventos como este pelo mundo, mas o nosso foi o mais rápido. Esperamos repetir nos próximos anos”, declarou.

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