Encontro reuniu profissionais da instituição em dois momentos de formação sobre inteligência artificial, abordando desde a criação de prompts até automação de tarefas e desenvolvimento de aplicações sem programação
O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) promoveu, nos dias 25 de setembro e 2 de outubro, um Workshop de Inteligência Artificial voltado à aplicação prática da tecnologia no cotidiano profissional. A iniciativa foi conduzida pela Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação do HCP, em parceria com a Labvie, como parte do projeto de inovação desenvolvido pela instituição.
Ministrado por Lúcio Ribeiro, fundador e CTO da Labvie, o workshop teve como proposta ampliar o conhecimento dos profissionais sobre as possibilidades de uso da inteligência artificial, além de reforçar a importância da segurança, da revisão humana e do uso responsável das informações.
“Inovar não significa apenas incorporar novas tecnologias, mas desenvolver uma nova maneira de pensar os processos e buscar soluções. Queremos que os profissionais do HCP conheçam as possibilidades da inteligência artificial, mas também compreendam seus limites, especialmente quando falamos de dados e informações sensíveis. A capacitação contribui para que estejamos preparados para utilizar essas ferramentas quando houver soluções institucionais adequadas e autorizadas”, explica Felipe Bonifácio, diretor de ensino, pesquisa e inovação.

No primeiro encontro, realizado em 25 de setembro, os participantes conheceram conceitos relacionados à engenharia de prompt, boas práticas e segurança no uso da IA, diferenças entre ferramentas disponíveis no mercado e técnicas para criação de prompts mais eficientes. A abordagem buscou apresentar a inteligência artificial de maneira prática, mostrando como comandos mais bem estruturados podem gerar respostas mais adequadas às necessidades de cada atividade.
Já no segundo encontro, realizado em 2 de outubro, o conteúdo avançou para temas como governança, dados e segurança, criação de aplicações sem programação e agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas em etapas. A programação também contou com atividades práticas e demonstrações ao vivo.
“O objetivo do workshop não é ensinar uma ferramenta específica, porque as ferramentas mudam muito rapidamente. O mais importante é desenvolver uma competência que permanece: saber conversar com a inteligência artificial, avaliar o que ela entrega e entender onde ela pode realmente gerar valor. Quando conseguimos identificar uma tarefa repetitiva, com regras claras e fácil de conferir, temos uma oportunidade interessante de usar a IA para reduzir a complexidade operacional e devolver tempo para as pessoas”, explica Lúcio Ribeiro.

Um dos destaques foi a demonstração de como é possível utilizar ferramentas de IA para criar aplicações simples sem a necessidade de conhecimento em programação. Entre os exemplos apresentados estiveram um aplicativo de lembrete de medicamentos e outras soluções voltadas para atividades cotidianas. A proposta, segundo o material do encontro, foi mostrar que a tecnologia também pode ser utilizada para prototipar ideias e transformar necessidades em soluções de forma mais rápida.
Outro conceito trabalhado foi o dos agentes de IA, sistemas capazes não apenas de responder a comandos, mas de executar tarefas em diferentes etapas, utilizando ferramentas e retornando com um resultado. A capacitação apresentou situações em que esse recurso pode ser útil, especialmente em atividades repetitivas, com regras claras e resultados fáceis de conferir, como organização de informações, elaboração de resumos, produção de documentos e acompanhamento de tarefas.


Por se tratar de uma instituição de saúde, um dos principais pontos reforçados durante a capacitação foi a necessidade de atenção à proteção de dados e às informações sensíveis. O workshop estabeleceu que dados de pacientes e colaboradores, assim como documentos e materiais internos, não devem ser inseridos em ferramentas de inteligência artificial que não tenham sido institucionalmente contratadas, autorizadas e submetidas aos controles necessários.
Mais do que ensinar ferramentas, o encontro buscou estimular uma nova forma de pensar os processos de trabalho. A proposta foi incentivar os profissionais a identificar atividades que possam ser simplificadas, automatizadas ou aprimoradas com o apoio da inteligência artificial, sempre considerando os limites de segurança e a necessidade de validação humana.

“Na comunicação, temos uma rotina muito dinâmica, com demandas que envolvem produção de textos, organização de informações, planejamento e diferentes etapas de produção. Conhecer melhor as possibilidades da inteligência artificial nos ajuda a identificar onde a tecnologia pode ser uma aliada para ganhar tempo e tornar alguns processos mais eficientes. Ao mesmo tempo, o workshop reforçou algo fundamental: a IA pode apoiar o nosso trabalho, mas a análise, o olhar estratégico e a responsabilidade pelo resultado continuam sendo nossos”, destacou a coordenadora de comunicação, Francine Nascimento, participante do workshop.








