Nesta quarta-feira (25), o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) apresentou aos gestores da instituição a prestação de contas referente ao exercício 2024/2025, conduzida pelo superintendente geral, Sidney Neves, como parte das atividades do Comitê Consultivo Orçamentário e Financeiro. O encontro também trouxe a previsão orçamentária e os principais desafios estratégicos para 2026.
A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade na aplicação de recursos e o planejamento sustentável, especialmente diante do cenário desafiador previsto para este ano.

Durante a apresentação, foram detalhados os números do 3º quadrimestre de 2024 e a evolução da produção assistencial em 2025. Entre os indicadores destacados estão:
• Aumento de 6,52% nas cirurgias realizadas
• Crescimento de 6,70% nas APACs de quimioterapia/hormonioterapia
• Elevação de 7,23% nas APACs de radioterapia
Os dados demonstram ampliação da capacidade de atendimento do HCP, que hoje já responde pelo atendimento de 56% dos pacientes oncológicos atendidos pelo SUS em Pernambuco.
Outro ponto apresentado foi a evolução das doações e das emendas parlamentares, que têm contribuído para investimentos estruturais e fortalecimento da assistência. De 2023 para 2025 houve um aumento de 64% de apoio dos parlamentares federais e 117% dos estaduais, totalizando um aumento financeiro na destinação de emendas de 237,07%.
Prestação de contas e responsabilidade financeira
O superintendente detalhou os resultados financeiros de 2024/2025, evidenciando o trabalho para equilibrar as receitas e despesas, como a melhoria de processos em áreas específicas e a redução de custos.
A reunião teve caráter técnico e estratégico, permitindo que os gestores compreendessem não apenas os resultados alcançados, mas também os pontos de atenção para o próximo ciclo orçamentário. A previsão para 2026, levando em consideração as receitas operacionais e não operacionais e os gatos realizados, é que a instituição feche o ano com déficit superior a 2024 e 2025. “Este orçamento é uma previsão, estamos trabalhando para garantir que passemos por 2026 mais tranquilos, como ocorreu nos anos passados. Não estamos parados, estamos revendo processos, avaliando projetos e executando ações importantes que devem mudar esse cenário, como a instalação de mais dois tomógrafos e a ampliação da radioterapia para quatro aceleradores lineares, o que deve aumentar a nossa produção”, destacou o superintendente.
Desafios estratégicos para 2026
Entre os principais desafios apontados para 2026 estão:
• Melhorar a eficiência da Anatomia Patológica, reduzindo prazos e ampliando a capacidade diagnóstica;
• Aprimorar a eficiência do faturamento hospitalar;
• Elevar o percentual de ocupação hospitalar;
• Melhorar o giro de leitos;
• Reduzir a média de permanência hospitalar;
• Fortalecer as áreas clínicas e cirúrgicas.
“É momento para nos unirmos, revermos processos e trabalharmos para melhorar a nossa operação e mudar esse cenário, sempre pensando no melhor para o paciente”, destacou.
Ao final do encontro, a superintendência reforçou que o planejamento para 2026 será pautado em gestão responsável, inovação em processos e convocou a gestão para uma nova reunião, em que todos trarão melhorias de processos com foco permanente na qualidade da assistência e na segurança do paciente.









