
A sustentabilidade da gestão em saúde e o fortalecimento das parcerias entre o poder público e as Organizações Sociais de Saúde (OSS) estiveram no centro dos debates realizados nesta sexta-feira (18/9), no Recife. O seminário “Sustentabilidade Operacional dos Contratos de Gestão”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), reuniu gestores, representantes de OSS, órgãos de controle e autoridades públicas para discutir caminhos para o aprimoramento dos contratos de gestão no SUS.
O encontro contou com a participação de importantes lideranças da saúde pernambucana. Entre elas, o presidente do Conselho Administrativo da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC), Ricardo de Almeida; Isabela Coutinho, superintendente geral do SPCC; Sidney Neves, Superintendência Geral do HCP; André Meira, superintendente do HCP Gestão; Ana Karla Góes, diretora-geral do Hospital da Mulher do Recife (HMR); e Bárbara Florêncio, diretora-geral do Hospital da Mulher do Agreste (HMA), duas unidades sob gestão do HCP Gestão.

A presença dos gestores reforçou a importância de levar para o debate nacional as experiências e os desafios vivenciados diariamente na administração dos serviços de saúde, além de fortalecer a troca de experiências entre instituições que atuam diretamente na assistência à população.
Durante a programação, foram discutidos temas como metas e indicadores, avaliação de desempenho, monitoramento dos contratos, renegociação, repactuação e mecanismos para garantir maior equilíbrio e previsibilidade na relação entre contratantes e contratados.

Para André Meira, a discussão sobre sustentabilidade precisa estar diretamente relacionada à capacidade de garantir a continuidade e a qualidade da assistência. “Existem desafios que precisamos enfrentar e superar, que garantam a sustentabilidade das unidades. Esse é um debate que precisa envolver todos os atores, com diálogo, transparência e responsabilidade compartilhada”, afirmou.
A superintendente do SPCC, Isabela Coutinho, também destacou a importância de promover espaços de diálogo entre as instituições envolvidas na gestão da saúde. “Participar de um encontro como este é uma oportunidade importante para compartilhar experiências, discutir os desafios que fazem parte da gestão dos serviços de saúde e, principalmente, buscar caminhos que contribuam para relações mais eficientes e sustentáveis entre as instituições e o poder público”, destacou Isabela Coutinho.

Ao reunir diferentes perspectivas em um mesmo espaço, o seminário reforçou a necessidade de um diálogo permanente entre gestores públicos, Organizações Sociais e órgãos de controle. A discussão de modelos contratuais mais claros, metas bem definidas e critérios objetivos de acompanhamento é parte de um processo de amadurecimento da gestão e de busca por maior eficiência na aplicação dos recursos públicos.












